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Dicas

Adaptação para Alimentação em pacientes com ELA

Dica:

Adaptação para Alimentação em pacientes com ELA

 

Dica enviada pelo Terapeuta Ocupacional Rafael Garcia

Instituição: AACD- São Paulo

e-mail: rafaeleras@gmail.com

Pacientes que apresentam doenças neuromusculares (DNMs) progressivas como Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), trazem diversas dificuldades para a realização das atividades de vida diárias (AVDs).


Dentre elas, encontramos a dificuldade para alimentação, principalmente em relação ao uso dos talheres, devido a fraqueza da musculatura proximal e distal em membros superiores (MMSS), no qual o paciente apresentará, em determinado ponto de evolução da doença, dificuldade para realizar os movimentos de  flexão/abdução de ombro, preensão palmar e extensão de punho.


Uma, dentre as várias possibilidades de adaptação para diminuir o gasto energético durante a alimentação, é a utilização do aparelho chamado "Levitar", adaptação que tem por função eliminar a necessidade do uso da musculatura de ombro, mantendo o membro superior (MS) posicionado da maneira que o paciente necessite, dependendo da atividade realizada, que pode ser uso do computador, escrita, entre outras.


Este é um recurso que pode ser encontrado em diversos sites e lojas, nacionais e importadas, porém apresentam elevado custo de aquisição. Uma forma de confeccionar esta adaptação utilizando materiais de baixo custo é a seguinte:


  •  Material utilizado:


o Suporte para soro;
o Duas faixas de velcro macho e duas de vlecro fêmea;
o Tala em lona para punho;
o Colher adaptada;
o Banquetas de madeira e placas de EVA;
o Placa de espuma.

  • Confecção:


o Colocar órtese (tala em lona) no punho do MS no qual paciente apresenta melhor quadro motor;
o Posicionar os velcros, de forma a dar suporte em região distal e proximal de antebraço e prender no suporte para soro no mesmo membro em que foi colocado a órtese;
o Posicionar o prato de forma com que o paciente sinta maior facilidade para alcançar o alimento no prato;
o Posicionar a placa de espumar no encosto da cadeira de rodas, visando melhor posicionamento de tronco durante a atividade;
o Utilizar a colher adaptada para facilitar a preensão do talher, assim como para levar o alimento até a boca.

Desta forma o paciente  poderá realizar atividade de alimentação de forma mais eficaz, devido a importante fraqueza muscular e com menor gasto energético. Contudo, o processo de confecção e treino da adaptação dever ser acompanhado pelo terapeuta ocupacional, que poderá re-avaliar a eficácia do uso da mesma, assim como a necessidade de modificações, considerando que cada paciente apresenta suas peculiaridades.

OBS: O vídeo tem autorização da família para sua reprodução.


OBS 2: Sempre ao realizar treino de alimentação, procure informar-se se o paciente acompanha com fonoaudiólogo e as questões relacionadas a disfagia.